Como lidar com as cólicas do recém-nascido
Postado em: 31/10/2025
Lidar com as cólicas do recém-nascido é um dos maiores desafios para quem acabou de ter um bebê.
São aqueles momentos em que o choro vem forte, o rostinho fica vermelho, as perninhas se encolhem e, mesmo depois de tudo o que você tenta, parece que nada resolve.
Quem já passou por isso sabe o quanto pode ser angustiante ver o filho sofrer sem entender bem o motivo.
Se você chegou até aqui buscando respostas, primeiro: respira. As cólicas do recém-nascido fazem parte de um processo de adaptação natural, e com o tempo, elas passam.
Mas enquanto isso não acontece, tem muita coisa que pode ajudar a aliviar o desconforto do bebê e o seu também.

O que são as cólicas do recém-nascido?
As cólicas do recém-nascido costumam surgir nas primeiras semanas de vida, geralmente a partir da segunda ou terceira, e podem se estender até o terceiro ou quarto mês.
Elas são caracterizadas por crises de choro intenso, principalmente no fim da tarde e à noite, mesmo com o bebê alimentado, limpo e sem sinais de febre.
A ciência ainda não tem uma única explicação para as cólicas. Elas podem estar relacionadas à imaturidade do sistema digestivo, forma como o bebê está mamando, excesso de gases, sensibilidade emocional ou mesmo à forma como ele está percebendo e se adaptando ao mundo.
O importante é saber que elas são comuns, geralmente benignas, e que passam. E mais: você não está sozinho(a) nesse processo.
Como identificar se é cólica mesmo?
Nem todo choro intenso é cólica. Por isso, antes de partir para soluções, é bom observar alguns sinais que ajudam a entender se realmente se trata de cólicas do recém-nascido.
Sinais comuns de cólica:
- Choro repentino, intenso e inconsolável
- Pernas encolhidas ou se mexendo com força
- Barriga endurecida ou com ruídos
- Vermelhidão no rosto durante a crise
- Crises mais frequentes no fim da tarde ou à noite
Esses sinais, em conjunto, são característicos das cólicas do recém-nascido. Se o bebê está mamando bem, ganhando peso, tem um bom intervalo de sono e o choro é concentrado em alguns momentos do dia, provavelmente trata-se de cólica mesmo.
O que pode ajudar nas cólicas do recém-nascido?
Quando o assunto é cólica, não existe uma fórmula mágica. Cada bebê responde de um jeito, e o que funciona para um pode não funcionar para outro. Mas existem algumas estratégias que costumam ajudar bastante no alívio dos sintomas.
Acalmar o ambiente
Luzes mais baixas, menos barulho, contato pele a pele e um ambiente tranquilo podem ajudar muito a reduzir o estímulo sensorial e fazer com que o bebê se sinta mais seguro.
Movimento e contato
Balançar o bebê nos braços, usar o sling, caminhar com ele no colo ou deitar junto são formas de trazer conforto. O contato ajuda a regular o sistema nervoso do recém-nascido e pode reduzir a intensidade da cólica.
Massagem e calor local
Massagens circulares na barriguinha (sentido horário), movimentos de “bicicletinha” com as pernas e o uso de bolsas de água morna são aliados clássicos. Sempre com cuidado para não aquecer demais e com aval do pediatra.
Atenção à mamada
Se o bebê engole muito ar, mama em posição inadequada ou troca muito de peito sem esvaziar um deles, pode aumentar a produção de gases. Observar a pega e fazer pausas para arrotar pode ajudar bastante.
E o que não ajuda nas cólicas?
Algumas atitudes, embora bem-intencionadas, podem mais atrapalhar do que ajudar. É importante ter isso em mente para evitar estresse desnecessário e manter o foco no que realmente funciona.
Medicamentos sem orientação
Evite qualquer medicamento sem aval do pediatra. Mesmo os considerados “naturais” ou “fitoterápicos” podem causar efeitos adversos ou mascarar sintomas importantes.
Trocar de leite sem necessidade
Se o bebê está em aleitamento materno exclusivo, trocar de leite não faz sentido. Se ele usa fórmula, qualquer mudança deve ser feita com acompanhamento. A maioria das cólicas do recém-nascido não está relacionada ao tipo de leite.
Ficar testando “milhares” de soluções
Trocar de técnica a cada 10 minutos pode deixar o bebê ainda mais agitado. Escolha uma abordagem, mantenha a calma e dê tempo para o corpo dele responder.
O papel da família no cuidado
Durante a fase das cólicas, o mais importante é que a família esteja amparada. O choro constante pode gerar cansaço, ansiedade e dúvidas. Ter com quem contar faz toda a diferença.
Dividir os turnos, revezar nos cuidados, pedir ajuda para descansar e ter um pediatra de confiança para conversar sobre o que está acontecendo ajuda a atravessar esse período com mais tranquilidade.
Quando buscar ajuda do pediatra?
As cólicas do recém-nascido, apesar de desconfortáveis, costumam passar com o tempo. Mas existem situações em que é fundamental conversar com o pediatra.
Fique atento se:
- O choro é constante e acontece o dia inteiro
- O bebê não está ganhando peso adequadamente
- Há vômitos frequentes ou sangue nas fezes
- O choro é diferente do habitual e você sente que algo não está bem
O pediatra vai avaliar o quadro, orientar e, se for o caso, investigar outras causas para os sintomas.
Cólicas do recém-nascido passam. E passa mais leve com apoio
Essa é uma fase que exige paciência, escuta e uma boa dose de empatia. O bebê ainda está se ajustando ao mundo fora do útero, e cada dia traz um pouco mais de adaptação.
Com apoio da família, orientação de profissionais e um ambiente que respeita o tempo do bebê, as cólicas tendem a diminuir e, em poucos meses, se tornam apenas memória.
Se você sente que precisa conversar sobre isso, tirar dúvidas ou agendar uma consulta, fale com a nossa equipe. Estamos aqui para caminhar junto com você.